
“Uma jornada de mil quilômetros precisa começar com um simples passo”.
Lao Tzu
O currículo escolar acadêmico estende-se desde as ciências humanas até as ciências naturais e exatas, passando também por ensino de escrita, informática e línguas estrangeiras. Porém, mesmo com essa ampla grade de estudos, parece não haver mais espaço para disciplinas econômicas. Isso foca na educação financeira dos jovens.
Muitos carecem de instrução até de conhecimentos básicos. Esses conhecimentos, na verdade, deveriam ser direitos inalienáveis do homem. Logo, a discussão sobre a mudança de currículo nas escolas, que deveriam estar investindo em instrução econômica, é de suma pertinência.
Problemas maiores
Em um país onde o desemprego, a fome e as dívidas são problemas diários para o brasileiro médio, não é de se espantar que a educação seja precária às vezes. Ela pode até ser insuficiente.
Existe um efeito de causa e consequência. É uma cadeia de eventos que tem como o primeiro dominó o ensino módico. Isso se refere tanto ao ensino de base quanto ao superior. Por fim, esse efeito demonstra sua gana com os problemas que a nação é amaldiçoada a digladiar. Nisso, a questão financeira tem extrema relevância, pois muitos problemas derivam dessa questão, assim sendo, crucial para todos.

A base é o progresso.
Propósito da educação financeira
A educação financeira tem, por propósito, auxiliar as pessoas na administração dos seus rendimentos. Ela ajuda nas decisões de poupança, investimento e consumo consciente. Além disso, contribui para prevenções de situações envolvendo fraudes.
Essa orientação quanto ao dinheiro, seu valor e o uso consciente são extremamente fundamentais para qualquer pessoa. Só o conhecimento liberta. No Brasil, esse conhecimento falta em “verstas” (antiga medida russa para distâncias, equivalente a 1,067 Km). Com essa falta nos assuntos monetários, ignoram o bom uso do salário. Não investem e não poupam. Principalmente, gastam em coisas supérfluas.
Saber escrever, ler e fazer equações é fundamental. No entanto, aprender a gerenciar a própria renda é totalmente necessário. Sem isso, ocorrem as dívidas pessoais e os altos empréstimos a juros abusivos. As compras vão além do limite de renda com um cartão de crédito. Os gastos excedentes ocorrem sem objetivo aparente que não seja totalmente esdrúxulo.
Por fim, a bancarrota (falência) é certa – a pessoa não consegue mais se manter, entra em um círculo vicioso, perde o emprego, corre o risco de até cometer algum crime para conseguir sair do aperto, e tudo isso por conta de uma brecha tremenda na educação.
Conclusão
A educação financeira, enfim, é não só necessária, mas também totalmente vantajosa. Ela é oportuna para todos. Com ela, o país prospera sumamente, e não só o indivíduo. Com uma instrução sobre o consumo, a poupança e o investimento, o indivíduo trabalha para o desenvolvimento da sociedade. Quem melhora quer que o outro melhore também. Assim, eles progridem conjuntamente.
Eliminam-se as altas dívidas, diminui-se a criminalidade e, com isso, o desemprego é amenizado e as oportunidades florescem com novos investimentos e com um trabalho árduo em direção ao progresso.

“Se você almeja ser rico, pense em poupar assim como você pensa em ganhar dinheiro”.
Benjamin Franklin
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