
Mohamed Bouazizi poderia ter sido apenas mais um garoto normal. Ele ingressou em uma faculdade porque queria ser engenheiro. Após isso, formou-se e teve dificuldades para conseguir um emprego formal. Um garoto que perdera o pai aos 3 anos de idade e que trabalhava desde os 10 anos para ajudar a família. Aqui mesmo, no Brasil, já ouvimos muitas histórias assim. São histórias de pessoas que sofreram na vida. Porém, a história desse garoto termina de uma forma completamente diferente e dá início a Primavera Árabe.
A história de Mohamed e a Primavera Árabe
Mohamed vendia frutas em seu carrinho pela cidade para ajudar na renda de casa, porém em um dia, as autoridades policiais da cidade prenderam seu ganha pão alegando ilegalidade. Assim, ele decidiu se queixar com o governo para tentar reaver seu único sustento de vida. não existiam muitas opções para ele, sem seu carrinho sua família e ele passariam fome e necessidades. No entanto, ao receber um não em seu pedido, Mohamed não viu outra possibilidade, comprou duas garrafas de diluentes, ficou em frente ao prédio em que recebeu seu não e colocou fogo em si mesmo.

Ele foi humilhado pelas autoridades, extorquido e maltratado. Essa foi a sua vingança; nas palavras de Taleb: Ele é o verdadeiro herói que arriscou a sua pele, que deu a sua vida por todos. Começava assim a Primavera Árabe.

A Primavera Árabe tem esse nome devido à Primavera de Praga. Naquela ocasião, houve uma tentativa de fazer grandes mudanças nos aspectos políticos, econômicos e sociais. Assim, tudo começou por conta da autoimolação de mohamed, que ao se incendiar na frente do prédio do governo, deu força às revoltas em todos os lugares.
Consequências da Primavera Árabe

os protestos passaram da Tunísia para Argélia, Jordânia, Egito e iêmen. Todos contendo a fúria da população que há tempo já guardava a dor em seus peitos. As manifestações derrubaram os pseudo-ditadores: Zine El Abidine Ben Ali da Tunísia, Hosni Mubarak do Egito e Muammar al-Gaddafi, presidente da Líbia. Rebeldes assassinaram Al-Gaddafi .
Outros “líderes”, com medo das represarias, mostraram a intenção de renunciar o cargo
Conclusão
Em síntese, graças à internet, esses protestos conseguiram ter a força necessária. Eles também adquiriram as técnicas para conseguir vencer. Além disso, o Facebook e outras mídias sociais foram grandes aliados à causa pela facilidade de comunicação entre os revoltosos. O evento durou de 2010 a 2012 e trouxe muitas mudanças e muitas revoltas, mas as mudanças ainda não são ótimas, falta muito para melhorar. Existem coisas para celebrar. Existem também muitas decepções. É necessário que o povo continue lutando. Eles devem limpar seus países do lixo corrupto que assola suas vidas. Isso vale também para nós. O que está esperando?
Os grandes problemas de hoje não se decidem com discursos, nem tampouco com o voto da maioria, decidem-se com ferro e sangue.
Otto Von Bismark

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