Censura e Arte: O Limite da Liberdade

A arte, assim como o belo, têm definições subjetivas, dependendo constantemente do interlocutor. Além disso, a arte é uma manifestação estética e comunicativa. Ela é, igualmente, linguística. É utilizada em diversos meios, como arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, et cetera. Trata-se, portanto, de uma percepção sobre o que é algo para quem a cria, sendo isso baseado em uma ideia única do responsável. Ademais, essa manifestação tem o poder de moldar pensamentos, criar ideias e mudar Estados. Com isso em mente, há de se perguntar se deveria haver um limite para a arte ou uma diminuição da liberdade.

Limitar significa, segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis, censurar algo, reprimir, suprimir, confinar. Pensando assim, limitar a arte seria, rigorosamente falando, destruí-la, pois não há arte sem o “ultrapassar” limites.

Como poderiam existir textos filosóficos magníficos se uma censura insólita proibisse os filósofos de compartilhar suas ideias? Além disso, como poderiam existir obras de arte? Apenas o que alguns poucos acreditassem ser arte e escolhessem divulgar ao público seria permitido. Assim, a situação não se aguenta. Não há bases para a defesa de uma limitação. Da mesma forma, não há bases para um limite da liberdade de expressão. Na verdade, é simplesmente ilógico. Liberdade pressupõe ser livre de qualquer coisa; é óbvio.

Conclusão

Pressupondo que fosse legal a censura, qual seria a diferença? Os governos totalitários usaram o poder para impedir a verdade. Eles usaram o poder para impedir a arte e a expressão. Esses são os bens mais preciosos do ser humano. Eles demonstram o máximo da liberdade. Por fim, como essa opressão seria considerada liberdade? Não poderíamos nem mesmo escolher nossos livros, músicas e lugares para frequentar. A liberdade é só o gosto de alguns?

Se deixássemos que a arte fosse censurada, calaríamos uma parte de nossas almas, sufocando a expressão mais pura da criatividade humana. Isso seria um crime contra o homem, um atentado à liberdade que nos define como seres pensantes e sensíveis. Mesmo com essas ditas artes sem sentido da esquerda e que não servem de nada. Mesmo assim, é melhor que todos tenham o direito de se exprimir do que ninguém possa.

O intuito de ter liberdade é poder usufruí-la inteiramente. Não deve haver imperativos. Com esses limites, não passaríamos de equinos com cabrestos sendo guiados para o nosso próprio fim.

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