
Em 2020, a economia informal correspondia a 16,9% do PIB do país. Esse setor é basicamente composto por produção de bens e vendas em todos os setores sem o conhecimento do governo – na ilegalidade. Este foi um forte crescimento comparado a anos anteriores. Muitos fatores contribuíram para esse aumento. Entre eles, a crise vinda desde 2014. Também a pandemia global, nossa mais recente mazela secular. Com isso, notamos, além do desemprego e da precarização de condições de trabalho, que há uma falta de controle do governo em mercadorias, qualidades, impostos e segurança. Esses são elementos essenciais para uma vida tranquila.
Dados
Em um estudo mais recente, segundo estimativas pelo ETCO, o setor informal movimenta cerca de R$ 1,7 trilhão por ano. Esse valor é equivalente a quase um quarto do Produto Interno Bruto. A base da economia informal está na ausência de registro. Isso ocorre por conta da falta de obrigações fiscais e trabalhistas, conforme estudo do IPEA em 2025.
As constantes crises pelas quais passamos abalaram a formalização do mercado e a situação de pequenas, médias e grandes empresas assim como a situação da população como um todo estão fragilizadas. Mas o mercado informal não surgiu por conta disso. As crises não são as culpadas, apenas catalizadoras. O maior estímulo da informalidade provém da extrema burocracia, dos altos impostos e das mudanças do direito no nosso país. Não mantêm constância em qualquer assunto. Aliada à crescente pobreza da população, marginalizada, existe um pensamento de sobrevivência. Este pensamento permeia a cabeça dessas pessoas. Elas fazem isso ou perecem de inanição.
Podemos apontar fatos que demonstram o quão prejudicial à informalidade é para o país. Por exemplo, a venda de produtos falsos inclui cd’s, roupas, joias, celulares e eletrônicos. Todos esses produtos não retornam como ajuda à sociedade, mas vão diretamente para criminosos e contrabandistas, impedindo que o Estado invista esse dinheiro em escolas, bibliotecas, hospitais e outros serviços essenciais. Claro que, sem opções, não sobram alternativas para pessoas pobres conquistarem o alimento de cada dia, entrando em questão as medidas necessárias para uma solução eficaz e apaziguante.
Conclusão
Em suma, a informalidade é um sintoma de um problema muito maior, mas que pode ser solucionado. Assim, é necessária uma diminuição da burocracia para criação de empresas de pequeno e médio porte, aumento dos trabalhos formais e principalmente investimento por parte dos governos federal, estadual e municipal para qualificar as pessoas para o mercado de trabalho; tanto quanto investir em uma qualidade no ensino de base quanto aumentar a possibilidade de pessoas poderem ingressar no ensino superior, assim sendo uma forte ferramenta contra a informalidade e consequentemente contra a pirataria e o contrabando.
Se lutamos pelo dinheiro, é porque ele nos permite escolher da forma mais ampla como melhor desfrutar os resultados de nossos esforços.
Friedrich Hayek

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