
Um outro assunto estoico que podemos introduzir em nossas mentes é a ideia do que as coisas são para nós. Essa perspectiva do estoicismo, portanto, nos permite refletir sobre o valor e o significado que damos a diversos aspectos de nossa vida. Assim sendo, essa abordagem não apenas nos ajuda a enfrentar adversidades com mais resiliência, mas também promove a paz mental que tanto necessitamos neste mundo caótico.
Sobre as coisas e o estoicismo
Separe as coisas como sendo boas, ruins e indiferentes.
As coisas boas incluem as virtudes cardeais: sabedoria, justiça, coragem e autodisciplina. As ruins incluem os opostos dessas virtudes, a saber, os quatro vícios: ignorância, injustiça, covardia e indulgência. Já as indiferentes incluem todo o resto. São externas.
A indiferença não significa frieza. Ser indiferente às coisas indiferentes não significa não fazer diferença entre elas, mas aceitá-las como são. As coisas positivas e indiferentes, como boa saúde, amizade, riqueza e boa aparência, foram classificadas como indiferentes preferenciais. Já seus opostos foram classificadas como indiferentes despreferidos.
Em outras palavras, é melhor suportar a dor, a pobreza ou a doença de maneira honrosa do que buscar alegria, riqueza ou saúde de forma vergonhosa.
O único bem é a virtude, que está em nosso encargo. O único mal é o vício, que também está em nosso encargo. Tudo o mais é indiferente porque não depende de nós. Portanto, não é o que você tem ou não tem, mas o que você faz com isso que importa. O que conta são suas ações. É tudo o que você controla.

“O impedimento à ação promove a ação. O que fica no caminho se torna o caminho.”
Como você enxerga as coisas é muito mais importante do que as próprias coisas. Você pode achar o bem em tudo. O estoicismo nos ensina a considerar tudo como uma oportunidade de crescimento. E crescer é entender que podemos enxergar o bem até mesmo no completo caos. Entenda isso e você se sentirá pronto todos os dias. Conheça a si mesmo e poderá enfrentar as adversidades da vida, sejam elas ruins ou indiferentes.
Assista também o vídeo no canal:
É completamente impossível unir a felicidade com um anseio pelo que não temos. A felicidade tem tudo o que ela quer, e que se assemelha ao bem alimentado, não deve haver nele qualquer fome ou sede.”
Epicteto