Ser Para Ter: Como o Consumismo Afeta Nossa Felicidade

A cultura do século XXI é baseada no consumismo exacerbado de inúmeras mercadorias. Isso atua como uma prisão do instinto de conforto. Para nos manter entretidos, é criada uma espécie de urgência. Artigos que possam “facilitar” nossas vidas surgem, mesmo às custas de nossa liberdade. Com isso, perdido no esquecimento, jaz a falta de controle do que queremos de verdade contra o que compramos. O objetivo da vida passa a ser comprar, ter e consumir. Problemas como a depressão, a ansiedade, a exclusão social e a falta de sentido surgem em nossas vidas. Eles são efeito colateral de uma vida de hebetismo consumista.

Uma vida sem sentido

Uma vida levada apenas para adquirir bens e utensílios faz pouco sentido. Deixar-se levar pelo consumismo é a moda da atualidade, mas quem disse que isso traz felicidade? De fato, essa abordagem só pode levar a um único destino: um abismo total de origens. O escritor Chuck Palahniuk, em sua Magnum Opus “Clube da luta”, destaca essa falta de sentido, e ele utiliza uma de suas icônicas frases para ilustrar isso. Ele o faz pela boca do protagonista Tyler Durden, ao afirmar que “trabalhamos em empregos que odiamos para comprarmos porcarias que não precisamos”.

Brad Pitt sendo Tyler Durden contra o consumismo.

Ator Brad Pitt como Tyler Durden no filme Clube da Luta,
dirigido por David Fincher, 1999.

Atualmente, têm-se perspectivas altas em relação ao aumento da depressão na população global. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma estimativa assustadora que, de fato, chamou a atenção de muitos. Em 2020, a depressão seria, sem dúvida, a doença mais incapacitante do mundo. Isso é, sem dúvida, aterrorizante. Perceber que, de acordo com a OMS, vivemos em um país onde a maioria das pessoas (86%) têm, lamentavelmente, doenças psicológicas.

Mesmo sabendo que nosso século é o mais confortável e tecnológico. Em comparação com outras épocas, isso chega a ser totalmente sem nexo. A centralização da vida no consumismo está levando a vida à uma banalização, e isso é inconcebível.

Conclusão sobre o consumismo

Em contrapartida, devemos acentuar que a tecnologia e o consumo, se bem usados, são partes vitais de nossas vidas. Como tudo, a diferença entre um “remédio” e um “veneno” é a dose. Porém, há uma profunda necessidade de clarear a vida das pessoas com um verdadeiro sentido. Precisamos oferecer mais do que meros prazeres fugazes em shoppings e lojas de marca.

Enfim, é necessário um profundo autoconhecimento para entender o que realmente pode fazer cada pessoa feliz. Também é ideal entender que consumir não causa felicidade. Na verdade, causa justamente o oposto disso. É importante saber que não existem fórmulas. No entanto, o certo é sempre estar em equilíbrio. Como diria Millôr Fernandes: “Quando começou a comprar almas, o diabo inventou a sociedade de consumo”.

Final do FIlme onde há a explosão das empresas de cartão de crédito para acabar com o consumismo.

Cena do filme Clube da Luta.

5 comentários sobre “Ser Para Ter: Como o Consumismo Afeta Nossa Felicidade

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  4. Muito obrigado pelo artigo.

    Eu estou estudando filosofia existencialista, lendo o livro: O ser e o nada, de Jean-paul Sartre.

    Sou bem deslocado socialmente, e depois de ter vários casos de depressão e algumas crises existenciais, comecei a procurar entender o mundo que vivo.

    Vou acompanhar seu blog com atenção apartir de hoje. Você clareou bastante minha mente, possivelmente tenho TDAH, então ler um artigo tão bem escrito, me ajuda a organizar meus pensamentos e conhecimentos.

    Muito obrigado!

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