A Efemeridade da Sociedade Contemporânea

Em nosso mundo contemporâneo estamos propensos a estresses diários, ansiedade, alta demanda de produtividade e a ambição com o “almejar”. Acostumamo-nos a cultura do agora, como se a vida fosse um efêmero fast-food: algo rápido, insólito e pouco saudável. Com isso, é usual o pensamento de – se tudo é para agora, por que pensar no longo prazo? Envolto de uma peculiaridade nunca antes vista, tanto o amor ao próximo quanto o próprio permanecem em segundo plano, sendo facilmente jogados em escanteio quando comparados. A efemeridade da sociedade traz consigo a falta de sentido.

Zygmunt Bauman e a Efemeridade

Zygmunt Bauman, estudioso acerca da efemeridade da sociedade.

Zygmunt Bauman, grande sociólogo, que estudava acerca da efemeridade da sociedade, disse: “Os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente. Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”. Ao exprimir essas palavras, Bauman revela o lado fugaz da humanidade moderna, algo como se tudo fosse efêmero, inclusive a vontade de criar algo que perdure. O foco do homem está, hoje principalmente, no dinheiro, no bem material, no consumismo e coisas fúteis, assim, o longo prazo cai por terra e o que jaz nos pensamentos circundantes é unicamente o aqui e o agora.

Alguns contraproducentes poderiam dizer que a busca por bens ou mesmo que eleger o consumo como sentido de existência ainda sim é um sentido, mas o que não levam em conta é a superficialidade desse destino; algo totalmente sem nexo, sem propensão a liberdade de ser e criar. O homem difere dos animais por poder pensar, por poder se exprimir com palavras e ter sentido naquilo que diz; no criar por prazer ou por filantropia e, em suma, no deixar algo que seja diferente do que somos — imortais.

Friedrich Nietzsche, critico da efemeridade.
Friedrich Nietzsche, um grande crítico do niilismo e do cristianismo.

Conclusão sobre a efemeridade da sociedade

Portanto, é de se salientar que ainda existem pessoas que pensam no longo prazo. Sim, ainda existe lugar para os ‘imortais’. Eles buscam construir legados duradouros e significativos. Contudo, a cada dia esse lugar é tomado por um niilismo absurdo. Esse niilismo permeia a efemeridade da sociedade contemporânea. Israel toma terras palestinas à força. Isso cria um cenário de conflitos permanentes e incertezas.

E se não insistirmos em elucidar o quão importante é fazer algo que não seja para o agora? É crucial considerar o porvir. Sem isso, o mundo estará caminhando a longos passos rumo ao abismo. Sem criação ativa e consciente, dá-se o lugar para a destruição. Assim, negligenciamos o potencial humano de mudar realidades. Isso promove um ciclo vicioso de desesperança e conformismo que pode ser difícil de reverter. É fundamental que cada um de nós reflita sobre o legado que quer deixar. Devemos também pensar sobre as responsabilidades que temos em relação às futuras gerações.

fogo.

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