
“Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável”.
– Sêneca
Creia-me, tentar chegar a um ponto sem sequer saber por que, por onde e, principalmente, como é inútil. É como tentar dar a partida e querer viajar em um carro sem motor, sem lataria e nem painel. Em síntese é querer não sair do lugar. Pense que, para conquistar qualquer coisa, existe uma necessidade de entender as causas e consequências tanto do valor da conquista quanto do valor do caminho para ela. A maioria das pessoas começa a jornada sem saber nada. Elas andam a esmo. Não sabem para onde vão. Com isso pedem para fracassar. Querem somente criar um plano depois de terem passado por adversidades. Fazem isso antes de entender o porquê estão a andar. Acabam, por fim, a criar um destino inverso ao que eles realmente querem. Em suma, uma inversão ao erro.
“Quem tem um por que pelo qual viver pode suportar quase qualquer como”.
— Friedrich Nietzsche

O ideal para um caminho melhor aproveitado é oposto, é necessário saber o que sua mente quer. É necessário conhecer a si mesmo. Só assim há de se chegar ao lugar que deseja, pois se pode planejar, refletir, ruminar e entender o percurso. Há de entender o motivo dos sofreres, sendo assim a dor é uma medida tanto para o potencial quanto para perceber o quão você deseja algo. Traçando o caminho não necessariamente será mais rápido, mas será mais valoroso e mais metódico. Com as experiências chegam as derrotas e os fracassos temporários. Eles ensinam mais do que qualquer vitória. Porque a dor é o professor mais rígido que um homem pode sequer conceber.
Conheça a si mesmo e o Templo de Delfos
É interessante bater nessa mesma tecla de um famoso ditado que foi atribuído a Sócrates e que está em nossa página inicial: “Nosce te ipsum” ou conhece-te a ti mesmo, uma máxima inscrita no pronau do Templo de Apolo em Delfos e que, mesmo antiga, não deixa de ser atual. Esse princípio, que remete à importância do autoconhecimento, é fundamental para o desenvolvimento pessoal e a busca por uma vida equilibrada. Sun-Tzu, em seu livro “A arte da guerra”, diz: “Se você conhece os outros e se conhece, não deve temer o resultado de cem batalhas.” Essa frase ressalta a conexão entre autoconhecimento e a capacidade de lidar com desafios.
O reconhecimento de nossas próprias forças e fraquezas é um passo essencial para navegar não apenas em conflitos externos, mas também nas lutas internas que todos enfrentamos. Saber quem somos contribui para uma maior clareza em nossas decisões e interações, permitindo que nos posicionemos de maneira mais assertiva em qualquer situação.
“Conheça a si mesmo e ao inimigo e, em cem batalhas você nunca correrá perigo. Conheça a si mesmo, mas desconheça seu inimigo, e suas chances de ganhar e perder são iguais. Desconheça a si mesmo e ao inimigo e você sempre correrá perigo.”

O que você precisa saber
Está claro que é necessário saber quem você realmente é, quais seus gostos, seus objetivos e o que se passa em sua mente. Não existe uma maneira de vencer, pelo menos não sem a sorte, sem que você desconheça sua própria essência. É ideal saber quem você é, quem você era e quem você quer se tornar. Claro, não é fácil, mas o que é? A ideia é usar os erros como trampolins, aquilo que não te mata, não acaba por te fortalecer? Nietzsche é um grande exemplo de alguém que sofreu muito. Ele teve uma vida repleta de dores. No entanto, isso só o deixou mais forte e com mais amor à vida. Ele conhecia a si mesmo. Sejamos fortes como ele, sejamos além do bem e do mal.
Tonificantes da vida
Sabendo disso, podemos entender que os maiores tonificantes para o crescimento do ser são a dor e a experiência. Nada é tão forte quanto à vontade do ser humano de triunfar quando todas as espadas da vida estão voltadas contra si. O mais doce da vitória é saber pelo que se passou e o quanto foi feito para ter aquilo que se tem. em síntese, sabemos que o mel nunca seria tão doce sem o fel. Isso nos dá um princípio para a vida. A vida sem dor deve ser ótima, mas já que não temos essa disposição, venceremos a dor. Assim, a felicidade será mais bem aproveitada. Sempre quem passou pelo pior dá mais valor às coisas. No final, a caminhada importa mais que o destino, mas sem ele a caminhada não existiria, como yin e yang, bem e mal; pensemos nisso antes de iniciarmos qualquer empreitada.
Aliás, se eu pudesse dar apenas uma dica sobre o que fazer diria um verso do bigodudo:
Depois de sentir-me cansado em procurar Aprendi a encontrar. Depois de um vento ter-me feito resistência, navego com todos os ventos.

Falarei em um próximo artigo sobre a arte de usar tudo a seu favor.




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Parece mais fácil do que realmente o é
Essa procura do nosso objetivo